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Outubro de 2016 a fevereiro de 2017

Coordenação-geral

Fundação Cultural Palmares e Instituto Cultura em Movimento

Circuito Cultural de Danças Afro-Brasileiras

Circuito territorial de mapeamento, difusão e promoção das manifestações artísticas afro-brasileiras em quatorze localidades do Distrito Federal.

Projeto territorial

Mapear, difundir e promover

O convite veio da Fundação Cultural Palmares, em reconhecimento ao trabalho que eu vinha desenvolvendo com a arte afro-brasileira, em especial com o samba. O projeto tinha três objetivos: mapear as manifestações artísticas afro-brasileiras do Distrito Federal, difundi-las e promover quem as realiza.

Formatei o projeto e respondi por sua coordenação-geral, o que envolveu organização, produção, promoção, curadoria, apresentação e cerimonial de cada etapa. Foram cinco meses de estrada, em quatorze cidades.

Percurso territorial

Quatorze localidades do Distrito Federal

  • Ceilândia
  • Cidade Estrutural
  • Itapoã
  • São Sebastião
  • Recanto das Emas
  • Riacho Fundo
  • Guará
  • Gama
  • Santa Maria
  • Paranoá
  • Brazlândia
  • Taguatinga
  • Samambaia
  • Plano Piloto
Mapeamento

O percurso como método

O mapeamento foi feito no próprio percurso. Em cada localidade levantamos as expressões, os grupos e os praticantes que ali atuavam, produzindo um retrato das manifestações afro-brasileiras espalhadas pelo território. A caravana terminou, o levantamento ficou.

Curadoria e difusão

Tradição e criação contemporânea no mesmo palco

Uma decisão de curadoria definiu o caráter da difusão. Em vez de tratar a cultura afro-brasileira como repertório de tradição a ser exibido, montamos uma programação que colocava lado a lado o que a juventude negra dessas cidades efetivamente faz.

Apresentações artísticas dividiram o palco com batalhas de rimas e de breaking, hip hop, aulas de charme e torneios de grupos de dança. Tudo de entrada franca, em espaços públicos, com os grupos e os agentes culturais de cada território dentro da organização.

Promoção e registro

Visibilidade que permanece depois da caravana

A promoção veio junto e não foi acessória. Artistas que atuavam só no bairro ganharam palco, público e registro, e passaram a existir para fora do próprio circuito de origem.

Política cultural para populações negras costuma tropeçar na ausência de informação sobre quem faz o quê e onde. Um circuito que passa e some deixa boas lembranças. Um circuito que passa, registra e apresenta deixa base para a decisão seguinte.

Continuidade

Uma linha de trabalho levada à Funarte

O trabalho rendeu à Palmares repercussão positiva na imprensa e presença institucional em regiões administrativas onde a Fundação tinha pouca visibilidade.

Para mim, consolidou uma linha que continuaria no ano seguinte, na coordenação regional da Funarte em Brasília e no Centro-Oeste, onde mantive as expressões afro-brasileiras e a cultura popular como eixo permanente da programação.

Arquivo do projeto

Treze registros visuais documentam a articulação com a Fundação Cultural Palmares, a coordenação do projeto, a participação de artistas e equipes, as linguagens urbanas e a diversidade das expressões reunidas pelo Circuito.

Galeria inicial

Articulação com a Fundação Cultural Palmares

Registros da sede e do encontro institucional realizado em Brasília no contexto do Circuito Cultural de Dança Afro-Brasileira.

Articulação com a Fundação Cultural Palmares. Sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília.
Articulação com a Fundação Cultural Palmares. Registro coletivo na sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília.
Articulação com a Fundação Cultural Palmares. À mesa, com o presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira, na sede da Fundação, em Brasília.
João Carlos Corrêa fala ao microfone durante uma etapa do Circuito Cultural de Danças Afro-Brasileiras
João Carlos Corrêa na apresentação de uma das etapas do Circuito Cultural de Danças Afro-Brasileiras.
Bloco 2

Coordenação, equipe e articulação local

Registros da coordenação-geral em diálogo com equipes, participantes e agentes reunidos em torno das etapas do Circuito.

Coordenação, equipe e articulação local. João Carlos Corrêa e integrantes da equipe diante do palco do Circuito.
Coordenação, equipe e articulação local. Encontro com equipe e participantes durante uma das etapas.
Coordenação, equipe e articulação local. João Carlos Corrêa com artistas participantes do Circuito.
Bloco 3

Juventudes e linguagens urbanas

A programação reuniu práticas de dança e criação contemporânea presentes nos territórios, com participação direta de artistas e públicos locais.

Juventudes e linguagens urbanas. Atividade de dança acompanhada por participantes e público.
Juventudes e linguagens urbanas. João Carlos Corrêa com jovens artistas participantes da programação.
Juventudes e linguagens urbanas. Grupo de percussão e público reunidos no espaço da atividade.
Bloco 4

Expressões afro-brasileiras em cena

Artistas, grupos e elementos de música e dança documentam a diversidade de expressões acolhidas pelo projeto.

Expressões afro-brasileiras em cena. Artistas e equipe reunidos ao final de uma apresentação.
Expressões afro-brasileiras em cena. João Carlos Corrêa com artista participante da programação.
Expressões afro-brasileiras em cena. João Carlos Corrêa com um berimbau no palco do Circuito.