Coordenação-geral
Fundação Cultural Palmares e Instituto Cultura em Movimento
Circuito Cultural de Danças Afro-Brasileiras
Circuito territorial de mapeamento, difusão e promoção das manifestações artísticas afro-brasileiras em quatorze localidades do Distrito Federal.
Mapear, difundir e promover
O convite veio da Fundação Cultural Palmares, em reconhecimento ao trabalho que eu vinha desenvolvendo com a arte afro-brasileira, em especial com o samba. O projeto tinha três objetivos: mapear as manifestações artísticas afro-brasileiras do Distrito Federal, difundi-las e promover quem as realiza.
Formatei o projeto e respondi por sua coordenação-geral, o que envolveu organização, produção, promoção, curadoria, apresentação e cerimonial de cada etapa. Foram cinco meses de estrada, em quatorze cidades.
Quatorze localidades do Distrito Federal
- Ceilândia
- Cidade Estrutural
- Itapoã
- São Sebastião
- Recanto das Emas
- Riacho Fundo
- Guará
- Gama
- Santa Maria
- Paranoá
- Brazlândia
- Taguatinga
- Samambaia
- Plano Piloto
O percurso como método
O mapeamento foi feito no próprio percurso. Em cada localidade levantamos as expressões, os grupos e os praticantes que ali atuavam, produzindo um retrato das manifestações afro-brasileiras espalhadas pelo território. A caravana terminou, o levantamento ficou.
Tradição e criação contemporânea no mesmo palco
Uma decisão de curadoria definiu o caráter da difusão. Em vez de tratar a cultura afro-brasileira como repertório de tradição a ser exibido, montamos uma programação que colocava lado a lado o que a juventude negra dessas cidades efetivamente faz.
Apresentações artísticas dividiram o palco com batalhas de rimas e de breaking, hip hop, aulas de charme e torneios de grupos de dança. Tudo de entrada franca, em espaços públicos, com os grupos e os agentes culturais de cada território dentro da organização.
Visibilidade que permanece depois da caravana
A promoção veio junto e não foi acessória. Artistas que atuavam só no bairro ganharam palco, público e registro, e passaram a existir para fora do próprio circuito de origem.
Política cultural para populações negras costuma tropeçar na ausência de informação sobre quem faz o quê e onde. Um circuito que passa e some deixa boas lembranças. Um circuito que passa, registra e apresenta deixa base para a decisão seguinte.
Uma linha de trabalho levada à Funarte
O trabalho rendeu à Palmares repercussão positiva na imprensa e presença institucional em regiões administrativas onde a Fundação tinha pouca visibilidade.
Para mim, consolidou uma linha que continuaria no ano seguinte, na coordenação regional da Funarte em Brasília e no Centro-Oeste, onde mantive as expressões afro-brasileiras e a cultura popular como eixo permanente da programação.
Da articulação institucional aos territórios
Treze registros visuais documentam a articulação com a Fundação Cultural Palmares, a coordenação do projeto, a participação de artistas e equipes, as linguagens urbanas e a diversidade das expressões reunidas pelo Circuito.
Articulação com a Fundação Cultural Palmares
Registros da sede e do encontro institucional realizado em Brasília no contexto do Circuito Cultural de Dança Afro-Brasileira.

Coordenação, equipe e articulação local
Registros da coordenação-geral em diálogo com equipes, participantes e agentes reunidos em torno das etapas do Circuito.
Juventudes e linguagens urbanas
A programação reuniu práticas de dança e criação contemporânea presentes nos territórios, com participação direta de artistas e públicos locais.
Expressões afro-brasileiras em cena
Artistas, grupos e elementos de música e dança documentam a diversidade de expressões acolhidas pelo projeto.