Idealização e coordenação-geral
ASCAPIS
Dança e Cidadania
Formação continuada de jovens em danças tradicionais e populares, articulando acesso gratuito, responsabilidade coletiva e formação profissional.

Dança como compromisso e autonomia
O projeto nasceu em 2005, de um convênio com a Secretaria de Esporte e Lazer do Governo do Distrito Federal, para a capacitação de 240 jovens das redes pública e privada em danças tradicionais e populares. Aulas diárias, duas horas por dia, ao longo de um ano.
O que estava previsto para durar doze meses durou dez anos. Idealizei o projeto e respondi por sua coordenação-geral até 2015, com edições em Brasília e em Taguatinga.
Acesso amplo e formação continuada
Modalidades ensinadas
Forró · Salsa · Zouk · Samba de gafieira · Bolero · Street dance · Break
Um requisito de entrada: ter entre 13 e 21 anos
O desenho era simples e o requisito de entrada, único: ter entre 13 e 21 anos. Nada de seleção por talento, por nota ou por renda.
As aulas eram gratuitas e cobriam forró, salsa, zouk, samba de gafieira, bolero, street dance e break, com atendimento continuado a adolescentes em situação de risco social.
A parte que sustentou o projeto não estava na grade de dança
Junto com os ritmos vinham pontualidade, frequência, respeito aos professores e aos colegas, responsabilidade sobre o próprio compromisso e a prática de o grupo ir atrás de quem faltava.
Adolescente que ocupa o tempo ocioso deixa de ocupar a rua, e quem aprende a organizar um evento aprende a organizar a própria vida.
Da formação de alunos à formação de professores
Muitos dos que entraram como adolescentes se tornaram profissionais e hoje atuam em academias e companhias no Brasil e no exterior.
Vítor Avelar, que chegou como bolsista, tornou-se mestre e integrou o elenco do quadro Dança dos Famosos, da Rede Globo, em 2025.
Nenhuma turma interrompida por falta de financiamento
Ao longo da década o projeto foi mantido por caminhos diferentes. Teve convênio com a Secretaria de Esporte e Lazer, apoio do Fundo de Apoio à Cultura em 2010 e em 2014, e houve anos em que seguiu sem nenhum recurso, sustentado pela Academia Estilo e Dança e por mim. Nenhuma turma foi interrompida por falta de financiamento.
O melhor indicador de resultado veio depois de mim. Encerrei a coordenação em 2015, e o projeto continuou funcionando até 2018, conduzido pelos próprios integrantes, sem que eu estivesse à frente. Formação que segue sem o idealizador é o que se pretendia desde o início.
Aprender, conviver e seguir adiante
Trinta e sete registros visuais documentam a comunidade formada pelo projeto, a prática cotidiana, as apresentações, a dimensão cidadã e a permanência de sua identidade além das aulas.

Prática e aprendizagem
Registros das aulas, da convivência entre jovens e professores e da formação continuada em dança.
Cidadania e compromisso coletivo
A dimensão formativa ultrapassava a técnica da dança e envolvia expressão, responsabilidade e participação no grupo.
Comunidade, continuidade e circulação
Registros da comunidade formada pelo projeto e da permanência de sua identidade para além do espaço das aulas.
Duos e apresentações
Cenas em dupla mostram repertórios, figurinos e diferentes espaços de apresentação alcançados pelo projeto.
Cenas coletivas
A força do conjunto aparece em rodas, formações de palco e apresentações realizadas diante da comunidade.